Polícia Federal anuncia criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia

O anúncio foi feito durante a abertura do Seminário de Segurança Inovadora
A Polícia Federal tem feito inúmeras apreensões de drogas na Amazônia (Foto: Divulgação/PF)

O titular da Diretoria para a Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, anunciou, nesta quinta-feira (23/05), durante a abertura da segunda edição do Seminário de Segurança Inovadora, a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, que será a principal estratégia de combate, tanto ao narcotráfico, quanto aos narconegócios ambientais.

O Centro terá sede em Manaus e será formado pelos nove Estados da Amazônia e pelos países da Amazônia internacional, com instalação prevista para acontecer ainda em 2024.

“Hoje, o grande incentivador e financiador da criminalidade ambiental é o narcotráfico, que não trabalha apenas com facções criminosas nacionais. Estamos enfrentando falanges transnacionais”, afirmou o titular da Diretoria para a Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros, durante a palestra “Segurança Pública e proteção socioambiental na Amazônia Legal: os grandes desafios”.

Palestra
O Seminário de Segurança Inovadora acontece até sexta-feira (Foto: Divulgação)

Na palestra, Humberto Freire falou ainda sobre questões estratégicas sobre a segurança na Amazônia Legal, como garimpo ilegal e terra indígena. Ele argumentou, ainda, que a falta de fiscalização e implementação de políticas nacionais para o meio ambiente e de combate ao crime organizado, incentivaram o chamado narconegócio.

“Hoje falamos do ouro de sangue, porque a extração desse ouro custa a vida dos povos indígenas”, afirmou o palestrante.

O evento foi promovido pela Comissão de Segurança Pública do Poder Legislativo Estadual, presidida pelo deputado Comandante Dan (Podemos), com apoio da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O Seminário prossegue até sexta-feira (24/5), no auditório Belarmino Lins, da Aleam. A participação é gratuita.