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Além de representantes da alta cúpula do Governo do Amazonas, a Polícia Federal investiga a participação da prima de Roberto Cidade (União Brasil), Adriana Cidade, no esquema de interferência nas eleições municipais deste ano. Ela, os ex-secretários Fabrício Rogério Cyrino Barbosa (Administração) e Marcos Apolo Muniz de Araújo (Cultura), o ex-diretor-presidente da Cosama, Armando do Vale, o ex-comandante da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos, e o capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, do Comando de Operações Especiais (COE), foram ouvidos na manhã desta quinta-feira (03/10).
De acordo com a polícia, a residência de alto padrão, no município de Parintins (a 372 quilômetros de Manaus), onde a reunião das autoridades foi realizada está no nome de Adriana Cidade. Nas redes sociais, ela demonstra apoio a Roberto Cidade e frequentemente é vista ao lado dele em eventos partidários.
Adriana Cidade é esposa de Vanderlei Alvino, que atualmente é diretor do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) – órgão importante dentro do Governo do Amazonas. A reportagem tentou contato com Adriana Cidade, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço está aberto.
O objetivo da operação “Tupinambarana Liberta”, deflagrada, nesta quinta-feira (03/10), segundo a PF, é desarticular associação entre membros de facção criminosa e agentes públicos, os quais entraram em conluio visando a prática de crimes eleitorais. A operação mobiliza aproximadamente 50 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão em locais identificados durante as investigações em Manaus.
Os secretários, os policiais e o diretor da Cosama foram exonerados no fim da tarde desta quarta-feira (02/10) após serem denunciados em um vídeo apresentado pelo candidato a prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD). Segundo a denúncia, o grupo planejou ações, inclusive com a ação de criminosos, para interferir na eleição da ilha, em benefício da candidata adversária, Brena Dianná (União Brasil) – mesmo partido do governador Wilson Lima.
As táticas mencionadas incluem a instalação de grampos telefônicos em opositores e o uso de uma tropa de choque para realizar abordagens seletivas no dia da eleição, com o uso de 28 homens da tropa de choque para abordar os partidários de Mateus Assayag.