Quadrilha que roubou dinheiro de caixas eletrônicos no Amazonas é alvo de operação da Polícia Federal

A investigação teve início em fevereiro de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal abordou um veículo com cinco ocupantes em Pimenta Bueno/RO e efetuou as prisões em flagrante

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17/01), a Operação Fishing, com o intuito de desmantelar um grupo criminoso especializado em subtrair dinheiro depositado em caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal. A quadrilha cometeu o crime em vários estados, incluindo o Amazonas.

Com a participação de 45 policiais federais, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além do pedido de bloqueio de valores, que podem chegar a meio milhão de reais, de suspeitos em São Paulo e no Ceará.

O grupo, que agia em diversos estados das Regiões Norte e Nordeste, cometeu crimes contra o sistema financeiro em quatro municípios de Rondônia: Cacoal, Jaru, Alto Paraíso e Porto Velho. Além da ação em Humaitá/AM.

A investigação teve início em fevereiro de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal abordou um veículo com cinco ocupantes em Pimenta Bueno/RO e efetuou as prisões em flagrante. Durante busca, foram encontrados diversos envelopes, utensílios comumente utilizados para a retirada dos envelopes dos caixas eletrônicos, além de R$ 19,6 mil em dinheiro/cheques.

Com a investigação foi possível identificar que o grupo agia de forma nômade. Com carros alugados viajaram pelo litoral nordestino e, posteriormente, para o Norte do país, passando pelos estados do Pará, Amazonas, Acre e Rondônia, onde foram presos em flagrante quando se deslocavam para Cuiabá/MT.

Ação da quadrilha

Durante o trajeto, eles pesquisavam as agências da Caixa Econômica Federal disponíveis em cada cidade que iriam passar e em conjunto decidiam em qual iriam praticar o crime de furto dos depósitos feitos nos caixas eletrônicos. Após cometer os crimes, de posse dos valores, em especial cheques, o grupo buscava pessoas que cediam as contas bancária para realizar o depósito e compensação dos cheques subtraídos, para isso, ofertavam 30% sobre os valores depositados.

Os investigados responderão pelo crime de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem passar de 20 anos de reclusão, sem prejuízo de outros delitos porventura identificados a partir do cumprimento das medidas cautelares.

A operação recebe este nome “Fishing” devido ao modo de atuação do grupo, que utilizava um metal em forma de gancho para “pescar” os envelopes depositados nos caixas eletrônicos.

Com informações da assessoria