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Arthur Lira justificou a medida com base em relatos de “constrangimentos ilegais e crimes de ameaça” contra Amon
Após o suposto caso de ameaça ao deputado federal Amom Mandel (Cidadania) ganhar repercussão nacional, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu que a Polícia Federal reforçe a segurança do parlamentar amazonense.
Arthur Lira justificou a medida com base em relatos de “constrangimentos ilegais e crimes de ameaça” contra Amon.
“À vista da gravidade dos ilícitos e da necessidade de assegurar o livre exercício do mandato parlamentar, solicito a Vossa Senhoria a adoção de todas as medidas necessárias a garantir a segurança do congressista”, escreveu no documento endereçado ao delegado Celso Antônio Vieira Paiva Júnior, chefe do setor de inteligência da PF no estado.
Amom revelou que está sendo “coagido” por ter denunciado à Polícia Federal (PF) a existência de ligações da alta cúpula da Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) com facções criminosas – incluindo o tráfico de drogas -, que dominam o Estado. Ele se envolveu em uma confusão ao ser acusado por policiais de dar “carteirada” para supostamente fugir de uma blitz policial em Manaus, no dia 04 de janeiro.
O deputado diz o contrário: que foi perseguido e “coagido” pelos militares por conta das denúncias que havia feito. Já o titular da Secretaria de Segurança do Amazonas (SSP-AM), coronel Marcus Vinícius Oliveira de Almeida, afirmou que ele tentou criar uma “cortina de fumaça” para tirar o foco da confusão durante a abordagem policial. A corregedoria da polícia investiga o caso.