Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br
Para contato geral e envio de pautas:
redacao@panoramareal.com.br

O deputado federal Saullo Vianna pediu, nesta sexta-feira (04/10), ao Conselho de Ética do União Brasil, a expulsão do governador do Amazonas, Wilson Lima, da sigla. O pedido administrativo disciplinar se baseia na suspeita de envolvimento dele em um esquema criminoso formado por secretários de Estado e policiais para interferir nas eleições municipais de Parintins.
“Hoje protocolei o pedido de expulsão de Wilson Lima e Brena Dianná do União Brasil, com base em evidências concretas que indicam a manipulação política nas eleições de Parintins. As investigações apontam para o uso indevido da máquina pública em ações que comprometem a integridade do processo eleitoral. É fundamental que o partido tome medidas enérgicas diante de fatos tão graves. Esse pedido de expulsão reforça o compromisso com a ética e a defesa da democracia, princípios que devem guiar nossa atuação política em todos os momentos”, destacou ele.
Em um vídeo postado nas redes sociais, Vianna ataca o antigo aliado político e diz que vai cobrar interferência da presidência nacional do partido.
De acordo com a denúncia, a suspeita é que os secretários e policiais envolvidos estavam sob aval do governador para “tocar o terror” em Parintins com o intuito de beneficiar a candidata a prefeita, Brena Dianná, que é do mesmo partido de Wilson Lima e adversária do candidato apoiado por Saullo Vianna.
Eles foram flagrados em uma reunião ilegal na casa de Adriana Cidade – que é prima do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade, apoiado por Lima como candidato prefeito de Manaus.
Estavam presentes na reunião: o ex-diretor da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), Armando do Valle, o ex-secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, o ex-secretário de Estado de Administração, Fabrício Barbosa, o tenente-coronel e Comandante das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Jackson Ribeiro dos Santos, o capitão na Companhia de Operações Especiais (COE), Guilherme Navarro Barbosa Martins, e titular da Casa Civil, Flávio Antony, único secretário que não foi exonerado ainda.
Flávio Antony e o governador Wilson Lima estão sendo investigados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) por excesso de poder e improbidade administrativa. O inquérito foi aberto pelo órgão na sexta-feira (04/10).
Na quinta-feira (03/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Tupinambarana Livre. Cinco mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital amazonense.
Saullo Vianna e Wilson Lima compõem o mesmo partido no Amazonas. No entanto, deixaram de andar “lado a lado” após o deputado federal ignorar um comunicado do União Brasil proibindo todos os seus filiados de apoiarem candidaturas fora do arco de aliança do partido.
Saullo passou a apoiar publicamente a candidatura de David Almeida (Avante), em Manaus, e de Mateus Assayag (PSD), em Parintins.
Ainda de acordo com o alerta, o não cumprimento da determinação pode acarretar no afastamento partidário de Saullo Vianna, assim como configurar infração disciplinar e a prática de infidelidade partidária, previstas no Estatuto da sigla.