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Mais da metade dos acidentes causados por animais peçonhentos em áreas residenciais do Amazonas foram cometidos por serpentes. Ao todo, elas representam 56% dos 242 casos registrados no último mês de maio, conforme dados atualizados que foram divulgados, nesta terça-feira (10/06), pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Segundo o órgão, a cheia dos rios no Amazonas, comum nesta época do ano, favorece a ocorrência de ataques de animais peçonhentos, principalmente aqueles que se deslocam de habitats naturais em busca de abrigo, incluindo áreas residenciais, elevando o risco de acidentes, principalmente, nas zonas rurais e no interior do Estado. Além das serpentes, escorpiões (16%) e aranhas (11%) são os principais causadores de acidentes em zonas domésticas, o que acende o alerta para a necessidade de vigilância e ações educativas contínuas nas comunidades mais vulneráveis.
“Reforçamos a importância da adoção de medidas preventivas simples, mas eficazes, que contribuem diretamente para a prevenção do risco de acidentes com esses animais peçonhentos, principalmente em áreas alagadas”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.
Entre as orientações de prevenção, estão o uso de calçados fechados, a limpeza de quintais e terrenos baldios, o cuidado ao manusear entulhos e objetos armazenados em locais úmidos, além da atenção ao entrar em áreas de mata ou locais alagados.
Monitoramento
A FVS-RCP afirma que o monitoramento de acidentes por animais peçonhentos é realizado durante todo o ano, mas os cuidados devem ser intensificados nos meses em que a cheia dos rios modifica a dinâmica das comunidades.
A gerente de Zoonoses do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Érica Chagas, reforça que, ao identificar a presença de animais peçonhentos, a recomendação é manter distância e acionar os órgãos de saúde ou defesa civil local.
“É importante evitar o contato direto e, no caso de acidente, buscar atendimento médico imediato. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sucesso no tratamento com o uso de soros antivenenos diversos”, explica Érica.
Vigilância Ambiental
A FVS-RCP reforça que mantém o abastecimento estratégico de soros antivenenos nas unidades de saúde do interior e segue com o acompanhamento dos casos registrados em todo o Estado.
Em março, a FVS-RCP em parceria com SES-AM, Fundação de Medicina Tropical – Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Ministério da Saúde, via Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), ampliou a distribuição dos soros antiveneno para o tratamento de acidentes envolvendo animais peçonhentos para 14 polos base em áreas indígenas.
A estratégia visa o atendimento ágil e de qualidade para reduzir os impactos de acidentes ofídicos e escorpiônicos em áreas distantes.