UBM promove encontro contra a invalidação de direitos humanos de mulheres palestinas em Gaza

O debate será realizado por videoconferência às 12 horas, horário de Brasília (17 horas na Palestina)

A União Brasileira de Mulheres (UBM) promove, nesta quinta-feira (07/03), um encontro virtual com mulheres palestinas, que vivem no território da Cisjordânia, para mobilização contra a invalidação de direitos humanos em Gaza. O debate será realizado por videoconferência às 12 horas, horário de Brasília (17 horas na Palestina).

O encontro ocorre na véspera do Dia Internacional das Mulheres e tem o objetivo de promover um momento de escuta e mobilização contra a invalidação dos direitos humanos naquele território.

“O 8 de março foi criado para unificar a luta das mulheres em todo o mundo. Neste ano não podemos deixar de gritar pela PAZ e de ecoar o grito da mulher palestina que sofre pelo massacre e pela impotência para proteger seus filhos diante da fúria insana do exército de Netanyahu”, destacou a fundadora e ex-presidente da UBM no Amazonas, Lúcia Antony.

“Está acontecendo a dizimação do povo palestino na Faixa de Gaza, onde os principais alvos são as mulheres e seus filhos. Não há respeito às grávidas nem aos recém nascidos, estão destruindo hospitais, não poupam doentes nem profissionais de saúde. O que está acontecendo é um massacre da população civil desarmada, faminta e sedenta. São inúmeras as denúncias de violações de direitos humanos, uma verdadeira barbárie”, afirma Helena Piragibe, conselheira nacional de Saúde pela União Brasileira de Mulheres (UBM).

As organizações envolvidas na realização, como a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), o Instituto Brasil Palestina (BrasPal) e Comitê Anti-imperialista Gneral Abreu e Lima, pretendem ouvir os testemunhos sobre a ação genocida que vitima o povo palestino e, posteriormente, sistematizar os relatos e levá-los a entidades internacionais.

“Nossa escuta busca intensificar as manifestações no Brasil e em outras partes do mundo em defesa do povo palestino , sobretudo em defesa de mulheres e crianças, que representam mais de 80% das vítimas. É um genocídio”, acredita Vanja Santos, presidente da UBM.

Conforme o convite oficial da UBM,as mulheres palestinas sempre foram parte integrante da luta pela liberdade e emancipação de seu povo. A história da resistência palestina está cheia de nomes de heroínas, ativistas que se recusaram a permanecer caladas ou inativas enquanto a Palestina era colonizada. Mas além dos muitos nomes que estão registrados na história palestina, existem milhares e milhares de mulheres heroicas, lutadoras sem nome, mas que sempre farão parte dessa história de resistência.

Misoginia contra mulheres palestinas

Um dos pontos a serem discutidos no encontro virtual é a misoginia promovida por soldados israelenses durante os ataques e invasões de áreas habitadas por palestinos.

Nas últimas semanas, os militares postaram fotos expondo roupas íntimas de mulheres palestinas. Essa exposição, segundo a comunidade árabe, é uma manifestação mais ampla de discriminação e desrespeito aos direitos humanos.

Segundo dados oficiais, 70% dos mortos durante os ataques promovidos por Israel. Já são mais de 30 mil mortos desde o início dos confrontos e mais de 72 mil feridos.

Inscrição

É possível participar do Ato online por meio de inscrição, que pode ser realizada de duas formas: inscrição individual ou inscrição por entidade. Não há taxa de inscrição e será disponibilizada tradução.