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O Líbano contabiliza mais de 14 mil mortos e feridos desde o dia 2 de março deste ano, quando foram ampliadas as agressões israelenses contra o país árabe, até este dia 2 de junho. Antes da ampliação dos ataques, Israel matou em torno de 500 pessoas e deixou outros 1 mil feridos no território libanês nos 15 meses anteriores, ou seja entre o dia 27 de novembro de 2024 – quando entrou em vigor um cessar-fogo que foi amplamente violado pelo regime sionista -; até o dia 1° de março de 2026.
De acordo com o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública, nos últimos três meses, os ataques de Israel resultaram em 3.468 mártires e em 10.577 feridos no Líbano, totalizando 14.045 vítimas do lado libanês, sendo 11.984 pessoas do sexo masculino (85%) e 2061 do sexo feminino (15%).
Desse total, 1.197 vítimas são crianças e adolescentes menores de 18 anos que foram mortas (244) ou feridas (953) nos ataques de Israel. Já o número de idosos acima dos 65 anos, somam 369 mortos (52) e feridos (317). Por sua vez, os adultos na faixa etária entre 18 e 65 anos somam 12.479 mortos e feridos.
As agressões israelenses ocorreram mesmo depois da entrada em vigor de um cessar-fogo em 17 de abril deste ano, e que foi prorrogado, no último dia 15 de maio, por mais 45 dias. Por sua vez, Israel não divulgou o número atualizado de baixas do lado israelense.
Do total de vítimas libanesas, 499 pessoas são profissionais de saúde que foram atacados deliberadamente por Israel, sendo 128 mártires e 371 feridos entre médicos, paramédicos, socorristas e enfermeiros. As agressões israelenses resultaram ainda na destruição de 161 ambulâncias.
Pelo menos 20 hospitais foram danificados por Israel, a maioria deles no sul do Líbano e em Beirute. Desse total, três foram paralisados totalmente, numa flagrante violação das leis internacionais. Outros 36 postos de saúde foram alvejados pelos bombardeios israelenses.

O número de vítimas do lado libanês subiu drasticamente nos últimos 28 dias, resultando numa média diária de quase 110 pessoas mortas ou feridas entre o último dia 5 de maio – quando o país ultrapassou a marca de 11 mil mortos e feridos na atual guerra -; até esta terça-feira (02/06). Os dados mostram que Israel está atacando de forma intencional e indiscriminada os civis libaneses.
As agressões israelenses resultaram no assassinato de famílias inteiras no sul do Líbano, inclusive brasileiras. A última família vítima do terrorismo de Israel foi morta, na segunda-feira (1°), em Marwanieh, cidade do distrito de Sidon, situada a 61 quilômetros de Beirute.
Neste massacre morreram o pai Hassan Al-Abdullah, a esposa Hanan Shehab e os quatros filhos do casal Lin, Ali, Ibrahim e Julia Al-Abdullah.

No final de abril, o regime genocida de Israel ampliou os ataques intencionais contra os civis libaneses promovendo diversos massacres que deixaram 93 mortos e feridos em apenas 24 horas no Líbano. As mais recentes carnificinas cometidas pelos terroristas judeus se concentraram principalmente no distrito de Tiro, no sul do país.
Entre as vítimas do terrorismo israelense no Líbano estão diversos profissionais de imprensa que foram atacados de forma deliberada por Israel.
A última vítima foi o jornalista Hossam Zeidan, que foi covardemente assassinado no dia 27 de maio, após um ataque aéreo israelense atingir a casa dele na cidade de Sidon, no sul do Líbano. Zeidan trabalhava para o canal de TV Al-Alam, que lamentou profundamente a morte de seu correspondente de mídia.
Cinco dias antes, em 22 de maio, Israel assassinou o fotojornalista libanês Ahmed Hariri, que também trabalhava como socorrista, em um ataque em Deir Qanoun Al-Nahr, no distrito de Tiro, no sul do Líbano.
No dia 22 de abril, Israel assassinou a jornalista Amal Khalil, correspondente do jornal Al-Akhbar, em um ataque aéreo na cidade de At-Tiri, no sul do Líbano. O corpo da jornalista foi encontrado sob os escombros de um prédio de três andares que foi bombardeado pelos agressores israelenses.
No dia 28 de março, Israel matou os jornalistas Ali Shaib, da TV Al-Manar; Fátima Fatouni, do canal Al-Mayadeen; e o irmão dela, o cinegrafista Muhammad Fatouni, da TV Al-Manar. Eles foram assassinados em um ataque aéreo que atingiu o carro deles na região de Jezzini, no sul do Líbano.
No dia 8 de abril, os terroristas israelenses mataram em ataques diferentes a jornalista Suzanne Khalil, da emissora de TV Al-Manar, e a apresentadora da rádio Sawt Al-Farah, Ghada Dayekh.
No dia 18 de março, o regime assassino comandado pelo carniceiro Benjamin Netanyahu matou o famoso jornalista Mohammad Sherry, da emissora de TV Al-Manar, juntamente com a esposa dele, em um ataque contra uma área residencial de Beirute.

Veja a lista com dos profissionais da imprensa mortos por Israel no Líbano desde o último dia 2 de março:

*Matéria atualizada às 15h do dia 02/06/2026 com os dados mais recentes