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O Hezbollah mostrou mais uma vez que está longe de ser derrotado e que suas capacidades de atacar ainda estão ativas após lançar 120 foguetes e mísseis, nesta quarta-feira (06/11), contra Israel, incluindo uma base militar próxima ao aeroporto Ben-Gurion, ao sul de Tel Aviv. Além deles, o grupo libanês lançou ainda vários drones que atingiram alvos militares israelenses em cidades grandes como Haifa.
Em um comunicado divulgado à imprensa, o Hezbollah informou que a “Resistência Islâmica atacou a base ‘Tzarfin’ do exército inimigo israelense, ao sul de Tel Aviv (Jaffa ocupada) com mísseis “Fateh 110”.
Em outra nota, o grupo libanês afirma que “um drone atingiu diretamente uma fábrica contendo tanques de amônia na zona industrial de ‘Achziv’, perto de Liman” e, também, disse atacou “a base das indústrias militares de Zovolon, ao norte da cidade ocupada de Haifa, com um ataque de mísseis”.
Também foram registrados ataques aéreos do Hezbollah a uma base de paraquedistas de reserva da 98ª Divisão do exército israelense ao sul de Tel Aviv e a base naval de Haifa, pertencente à Marinha de Israel.
O lançamento de um número grande de foguetes e drones desmente a versão do governo de Benjamin Netanyahu de que o Hezbollah tinha perdido sua capacidade de atacar, após Israel ter assassinado as lideranças do grupo e promovido dezenas de ataques contra suas bases. Os combatentes da resistência libanesa têm lutado de forma feroz em várias frentes de batalha contra as tropas israelenses que tentam invadir o Líbano desde o início do mês de outubro.
Líder do Hezbollah faz alerta
Os ataques com mísseis do Hezbollah precederam um discurso televisionado que foi proferido, nesta quarta-feira (06/11), pelo novo líder do grupo libanês, o sheikh Naim Qassem. Ele afirmou que a Resistência tem milhares de combatentes prontos para enfrentar o exército israelense e advertiu que nenhum lugar em Israel estava a salvo dos mísseis e drones do movimento.
“O mártir Sayed Hassan Nasrallah construiu um partido que reúne todos os segmentos da sociedade, e é o partido dos velhos e dos jovens, dos livres e dos honoráveis, os intelectuais e os trabalhadores. A resistência no Hezbollah tem uma base sólida em números, força, especialização e um desafio para os inimigos mais poderosos. O mártir Sayed Nasrallah permanecerá vivo em seu martírio e continuará conosco e nós continuaremos com ele e a resistência permanecerá e crescerá. Já Netanyahu não pode vencer e será derrotado”, disse.

Naim Qassem destacou ainda que o governo de Benjamin Netanyahu tem três objetivos principais em suas agressões contra o Líbano: primeiro, acabar com a presença do Hezbollah; segundo, ocupar o Líbano, mesmo à distância; e terceiro, mudar o mapa do Médio Oriente.
Segundo ele, o regime israelense enfrenta uma resistência que tem fatores básicos de força, incluindo doutrina sólida e combatentes que não temem a morte.
“Um dos fatores básicos que a resistência possui são os seus preparativos e capacidades em termos de armas, capacidades e treinamento. Temos dezenas de milhares de combatentes treinados que podem enfrentar e permanecer firmes, e temos as capacidades necessárias por muito tempo. Já a ocupação (israelense) promove uma guerra de extermínio, matança de civis, injustiça, brutalidade e capacidades aéreas excepcionais ligadas a suprimentos infinitos dos Estados Unidos. A ocupação também depende do seu ‘exército’ terrestre e isso não a beneficia, pois tem medo do confronto e enfrentou forte resistência nas fronteiras. Somente o campo (de batalha) pode impedir a agressão transfronteiriça, além da frente interna israelense. Faremos com que o inimigo procure ele próprio parar a agressão, e estamos a construir no terreno (de batalha) e não no movimento político”, destacou o líder do Hezbollah.
Ainda conforme Naim Qassem, a força da resistência é a sua continuidade, apesar das diferenças militares, e a força de vontade e confronto com Israel. “Nossa escolha exclusiva é impedir que a ocupação atinja os objetivos de sua agressão, e não há nada em nosso dicionário exceto resistência contínua. Não há nada em nosso dicionário exceto a cabeça erguida, e nossos resistentes não se prostrarão diante de ninguém exceto Deus, e só é possível que eles sejam vitoriosos. Não há nada em nosso dicionário exceto resistência, paciência e permanecer no campo até a vitória, e não podemos ser derrotados”, finalizou.
Israel ataca civis libaneses

Ao longo de toda esta quarta-feira (06/11), Israel lançou várias agressões contra o Líbano, incluindo a capital Beirute, que foi atingida por quase dez bombardeios. Não há relatos de vítimas.
Na região histórica de Baalbek-Hermel e no Bekaa, no leste do país, as agressões israelenses deixaram mais de 50 mortos e 63 feridos. No sul do Líbano, Israel atacou Nabatieh e Sarafand, entre outras cidades.
Segundo as autoridades libanesas, ataques de Israel já mataram quase 3,1 mil pessoas e deixaram mais de 13,5 mil feridos no Líbano.