Com medo de ir para a cadeia, Maria do Carmo aciona TJAM para tentar barrar eventual prisão

Após nova ordem de busca com autorização de arrombamento e cerco policial por crime contra menor, Maria do Carmo pede salvo-conduto à Justiça para não ser presa

Defesa de Maria do Carmo agora tenta empurrar a discussão para a Justiça Eleitoral (Foto: Divulgação)

Amedrontada com o avanço acelerado das investigações policiais, a empresária derrotada Maria do Carmo Seffair (PL) ingressou na quarta-feira (04/11) com um habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para tentar se blindar de uma eventual prisão preventiva. A manobra desesperada da defesa ocorre logo após a Justiça autorizar uma nova ordem de busca e apreensão na residência da política, com expressa autorização para arrombamento do imóvel, se necessário.

O cerco contra a ex-candidata se afunilou após a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) intensificar os trabalhos para apurar a autoria e os disparos de material difamatório contendo a imagem da filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD), crime enquadrado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Cerco policial, recusa em depor e risco de arrombamento

Na tentativa de travar os desdobramentos da operação, os advogados de Maria do Carmo alegam terem recebido informações de bastidores de que um pedido de prisão estaria em gestação pelas autoridades policiais. Para tentar evitar que a cliente vá parar atrás das grades, a defesa solicitou a expedição de um salvo-conduto e cobrou explicações formais da Justiça.

A ofensiva jurídica tenta contornar uma sequência de reveses sofridos pela ex-candidata nos últimos dias: Maria do Carmo simplesmente não compareceu ao depoimento oficial agendado pela polícia no último dia 3 de novembro, optando por se esquivar das perguntas dos investigadores. Embora a defesa alegue ter entregue voluntariamente um celular vinculado à campanha e oferecido acesso a redes sociais — sem conclusão das senhas de autenticação —, o Judiciário já havia sinalizado que a entrega espontânea de aparelhos “escolhidos” pela investigada não substitui o cumprimento rigoroso dos mandados judiciais.

Diante da resistência e da gravidade dos fatos, a Justiça autorizou uma nova devassa na residência da empresária, prevendo inclusive o arrombamento de portas caso haja nova tentativa de embaraçar o trabalho da polícia.

Derrotada no primeiro habeas corpus — onde o desembargador Paulo Feitoza cassou a liminar e autorizou a devassa e a quebra de sigilo telemático do núcleo de marketing —, a defesa de Maria do Carmo agora tenta empurrar a discussão para a Justiça Eleitoral, argumentando que a manipulação de mídias contra a adolescente seria apenas uma “controvérsia de campanha”.

Admitindo o risco iminente de ver a ex-candidata detida, os próprios advogados chegaram a sugerir medidas cautelares alternativas à prisão, como a entrega do passaporte, proibição de sair da cidade e comparecimento periódico em juízo. O pedido de salvo-conduto segue sob análise no TJAM.

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