Grupo criminoso que recrutava mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel tinha base no Pará, aponta PF

Principal investigada teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (04/11), a operação “Dirty Dancing”, para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel. O grupo também é investigado por promover a entrada irregular dessas mulheres em outros países e por reter parte dos valores obtidos com a atividade.

De acordo com informações da PF, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua (PA), bem como outro de busca e apreensão em Goiânia (GO).

Por determinação da Justiça Federal, também foram adotados o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, a suspensão das atividades de duas empresas vinculadas à investigada presa, além da apreensão de passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos.

A investigação começou em fevereiro de 2025, a partir de informações compartilhadas pela polícia em Israel. O trabalho é desdobramento de investigação conduzida pelas autoridades israelenses sobre o mesmo grupo criminoso.

Segundo as apurações, a líder da organização usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. O grupo fazia o deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites e agendar clientes.

As investigações apontam, ainda, que os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.

A principal investigada teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. De acordo com os elementos reunidos até o momento, o grupo teria atuado de forma contínua e movimentado uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos países. “Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio”, disse a PF em nota.

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