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Estado registrou mais de 2,2 mil focos de incêndio; queimada afetou a qualidade do ar e provocou suspensão de aulas no interior
A redução dos focos de queimadas em relação a setembro não significa alívio para o Amazonas. O estado registrou 2.271 ocorrências em outubro e teve um aumento de 159,8% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado coloca outubro como o segundo mês com maior número de queimadas em 2026, atrás apenas de setembro, quando foram registrados 3.726 focos.
Apesar da alta na comparação anual, outubro apresentou uma queda de 39% em relação ao mês anterior. A escalada dos incêndios começou em agosto, quando o estado saltou de 122 focos em julho para 2.231 ocorrências. Na comparação com o mesmo período de 2025, o aumento foi de 21,1% em agosto e chegou a 295% em setembro.
O cenário de alerta continua em novembro. Nos dois primeiros dias do mês, o Amazonas já contabilizou 92 focos de queimadas, conforme o monitoramento do Inpe.
Além dos danos ambientais, as queimadas provocaram impactos diretos na saúde e na rotina da população. A fumaça atingiu Manaus e municípios do interior, levando a qualidade do ar a níveis considerados ruins e muito ruins.
Em Parintins, a concentração de fumaça foi tão intensa que as aulas foram suspensas. Parte da poluição registrada também está relacionada à fumaça transportada de estados vizinhos, como Pará e Rondônia.
Diante do avanço dos incêndios, o governo federal anunciou o envio de 290 brigadistas e seis aeronaves para reforçar as operações de combate no Amazonas. A estrutura inclui quatro aviões adaptados para lançar água sobre as áreas atingidas e dois helicópteros.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia extinguido 229 incêndios no estado desde o início da temporada. Outros 20 focos ativos ainda recebiam atendimento das equipes de combate.