Militar dos EUA que se imolou contra genocídio na Palestina causa comoção mundial

Em torno de 29,6 mil pessoas, incluindo 12,3 mil crianças e 8,4 mil mulheres, foram assassinadas por Israel na Faixa de Gaza

O militar da ativa da Força Aérea doso Estados Unidos, Aaron Bushnell, se auto-imolou no domingo (25/02), em frente à Embaixada de Israel em Washington, para protestar contra o apoio do governo estadunidense ao genocídio israelense contra o povo palestino. O ato de protesto gerou uma grande comoção mundial.

Ele gravou um vídeo onde explica as razões de seu ato. “Sou membro em serviço ativo da Força Aérea dos Estados Unidos. E não mais serei cúmplice de genocídio. Estou prestes a me engajar em um ato extremo de protesto. Mas comparado ao que as pessoas têm vivenciado na Palestina pelas mãos de seus colonizadores, isso não é extremo de forma alguma. Isso é o que nossa classe dominante decidiu que será normal “, disse ele na gravação.

Segundo dados da ONU, em torno de 29,6 mil pessoas, incluindo 12,3 mil crianças e 8,4 mil mulheres, foram assassinadas por Israel na Faixa de Gaza desde outubro do ano passado, quando os israelenses lançaram uma campanha de genocídio contra os palestinos sobre o pretexto de “acabar” com o Hamas.

O ato de Bushnell ocorre num momento em que protestos têm aumentado nos Estados Unidos contra as ações de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O governo estadunidense é um dos patrocinadores do genocídio cometido pelos israelenses e é o único país a vetar todos os esforços de cessar-fogo votados na ONU.

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