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O ato é organizado pela Juventude Árabe Palestina do Amazonas

Em nova demonstração de solidariedade ao povo palestino em meio ao massacre promovido pelo Estado de Israel, amazonenses realizam um ato público neste sábado (01/06), a partir das 16h, no Largo São Sebastião, no Centro de Manaus.
O ato é organizado pela Juventude Árabe Palestina do Amazonas e tem por objetivo protestar e acender um alerta sobre os mais de oito meses de conflitos na região. Com bandeiras, cartazes e flores nas mãos, os manifestantes vão pedir o “fim da matança” nos confrontos entre Israel e o grupo Hamas.
Os organizadores da manifestação convocam representantes de movimentos populares, lideranças políticas e comerciantes para unirem suas vozes a pessoas ligadas à comunidade palestina na capital amazonense e a apoiadores. Na convocação, eles pedem que os empresários fechem os estabelecimentos da região central e juntos com os funcionários participem do ato.
“As atrocidades praticadas pelo governo de Israel, somadas às fake news geradas pelos grandes veículos de comunicação potencializaram genocídio em massa e tentam esconder as verdades dos fatos. Pedimos por justiça e pelo direito de viver no local que é do Povo Palestino”, disse Jade Yacub, diretora- presidente da Juventude Árabe Palestina do Amazonas, diretório ligado a Sociedade Árabe Palestina do Amazonas, à imprensa.
São mais de 70 anos que o povo palestino luta em defesa de seu território e contra o que ele classificou como regime de ocupação. Em oito meses de massacres, já são 10 mil órfãos, 3 mil viúvas, 17 mil crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias e 5% da população morta (totalizando maia de 35 mil mortes).
A Organização Mundial de Saúdee (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertaram para os níveis extremos de insegurança alimentar infantil. No norte de Gaza, uma em cada seis crianças com menos de dois anos está severamente desnutrida.
Ainda conforme o levantamento, na região há dezenas de crianças mortas por desnutrição (fome) e desidratação no Hospital Kamal Adwan e outras gravemente desnutridas em risco de morte.