Ato em Manaus será realizado, neste sábado (01/06), para reforçar clamor por cessar-fogo na Palestina

O ato é organizado pela Juventude Árabe Palestina do Amazonas
Em outubro do ano passado, manifestantes realizaram o primeiro ato em Manaus (Foto: Divulgação)

Em nova demonstração de solidariedade ao povo palestino em meio ao massacre promovido pelo Estado de Israel, amazonenses realizam um ato público neste sábado (01/06), a partir das 16h, no Largo São Sebastião, no Centro de Manaus.

O ato é organizado pela Juventude Árabe Palestina do Amazonas e tem por objetivo protestar e acender um alerta sobre os mais de oito meses de conflitos na região. Com bandeiras, cartazes e flores nas mãos, os manifestantes vão pedir o “fim da matança” nos confrontos entre Israel e o grupo Hamas.

Os organizadores da manifestação convocam representantes de movimentos populares, lideranças políticas e comerciantes para unirem suas vozes a pessoas ligadas à comunidade palestina na capital amazonense e a apoiadores. Na convocação, eles pedem que os empresários fechem os estabelecimentos da região central e juntos com os funcionários participem do ato.

“As atrocidades praticadas pelo governo de Israel, somadas às fake news geradas pelos grandes veículos de comunicação potencializaram genocídio em massa e tentam esconder as verdades dos fatos. Pedimos por justiça e pelo direito de viver no local que é do Povo Palestino”, disse Jade Yacub, diretora- presidente da Juventude Árabe Palestina do Amazonas, diretório ligado a Sociedade Árabe Palestina do Amazonas, à imprensa.

São mais de 70 anos que o povo palestino luta em defesa de seu território e contra o que ele classificou como regime de ocupação. Em oito meses de massacres, já são 10 mil órfãos, 3 mil viúvas, 17 mil crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias e 5% da população morta (totalizando maia de 35 mil mortes).

Desnutrição infantil

A Organização Mundial de Saúdee (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertaram para os níveis extremos de insegurança alimentar infantil. No norte de Gaza, uma em cada seis crianças com menos de dois anos está severamente desnutrida.

Ainda conforme o levantamento, na região há dezenas de crianças mortas por desnutrição (fome) e desidratação no Hospital Kamal Adwan e outras gravemente desnutridas em risco de morte.